ALGUMAS REFLEXÕES SOBRE CATÁSTROFES NATURAIS E O PAPEL DA COMUNIDADE CIENTÍFICA E DOS DECISORES POLÍTICOS

Mourad Bezzeghoud

Os fenómenos naturais extremos

         Os fenómenos naturais extremos (como furacões, tornados, cheias, secas, erupções vulcânicas, sismos e tsunamis) fazem parte do quotidiano do nosso planeta e têm capacidade para devastarem repentinamente qualquer zona do planeta, comprovando assim a nossa vulnerabilidade e debilidade. Nas últimas décadas, milhões de pessoas perderam a vida em consequência destes desastres. Estes riscos suscitam justificadas preocupações na população e configuram uma ameaça para o ambiente. As acções específicas a tomar a fim de prever, avaliar, gerir e reduzir os impactos dos riscos na nossa sociedade dependerão da natureza do risco específico em causa. As estatísticas demonstram um aumento significativo do número de catástrofes, da sua intensidade e do nível de danos provocados. A intervenção dos poderes públicos requer o melhor conhecimento científico e técnico nas várias áreas de intervenção. As recentes estimativas das Nações Unidas apontam para que, nos próximos anos, estas catástrofes provoquem, perdas médias anuais superior a 100000 vidas e custos que superam os 250000 milhões de euros.

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