ELEIÇÕES LEGISLATIVAS 2015

CIÊNCIA E TECNOLOGIA NOS PROGRAMAS ELEITORAIS DAS PRINCIPAIS FORÇAS POLÍTICAS

Breves Notas Analíticas

Nas notas que se seguem procurou-se dar particular atenção a questões que têm condicionado a vida das instituições, unidades e centros de investigação que integram o Sistema Científico e Técnico nacional, e, naturalmente, a vida e condições de trabalho dos trabalhadores científicos, sejam eles docentes-investigadores, investigadores não docentes ou técnicos de investigação. Julgamos que importa ter, nesta altura, um conhecimento mínimo sobre a forma como as principais forças políticas concorrentes ao acto eleitoral de 4 de Outubro próximo, se posicionam perante questões que têm agitado e preocupado a comunidade científica e que, num breve enunciado, ordenamos como segue: política científica; montantes e mecanismos de financiamento; recursos humanos e combate à precariedade; missão dos laboratórios do Estado; investigação no Ensino Superior e no sector privado, nomeadamente, nas chamadas IPsFL ou “instituições privadas sem fins lucrativos”. São conhecidas as posições que a OTC tem defendido sobre todas ou quase todas estas questões; importa então tomar conhecimento de como essas questões são tratadas nos programas eleitorais daquelas forças políticas.

Introdução

A questão do “emprego científico” coloca-se hoje entre nós e, em geral, no mundo, como tema merecedor de particular atenção. Os “trabalhadores científicos” — não apenas os “cientistas” melhor dizendo: a força de trabalho científico (“the scientific work force”), tem, como grupo profissional, papel determinante no sentido e circunstâncias em que evoluirão, nas próximas décadas, a criação de riqueza, o bem-estar e a paz social; o próprio futuro sustentável do planeta e o modo como nele poderá ser garantida a sobrevivência da espécie humana.

Surgem naturalmente neste contexto, interrogações a que importa dar resposta.

 

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