Ciência e Sociedade

Algumas Reflexões
sobre
«Português, língua de Ciência»[1

Augusto José dos Santos Fitas

Um convite inesperado por parte de colegas do Departamento de Línguas e Literatura da Universidade de Évora coloca-me aqui com a função de reflectir convosco sobre o tema que consta no programa desta conferência, «Português, Língua de Ciência». É uma tarefa ingrata que me esforçarei por cumprir, embora tenha a impressão que pouco adiantarei sobre o que já se tem escrito e dito, isto é, arrisco-me a trilhar caminhos já pisados… Pecarei por certo por alguma falta de originalidade, mas não pecarei por manter o silêncio de «aos costumes responder nada».

 É meu dever, em primeiro lugar e a abrir a minha intervenção, agradecer à comissão organizadora o convite que me foi dirigido e fazer uma breve declaração de interesses que se relaciona com uma singularidade da minha vida académica: sou um físico que trabalhou em áreas da física matemática aplicadas ao estudos das propriedades do nosso planeta, um astro que, tal como escreveu o poeta, «rola pelos espaços / à razão de trinta quilómetros por segundo» (foi nesta área que desenvolvi grande parte da minha carreira científica), contudo, enquanto físico, alimentei sempre uma paixão forte e irreprimível por uma outra actividade do conhecimento, de início marginal porque era difícil com ela alimentar uma carreira académica, a «História das Ideias em Física», disciplina que constitui uma espécie de ponto de encontro da História, da Filosofia, da Física e da Matemática. Foi à «História das Ideias em Física» que dediquei a minha actividade científica no último decénio da minha actividade académica. Sou portanto um exemplar académico que experimentou as Ciências e as Humanidades, em particular na História e na Filosofia e que, pour cause, viveu situações bem distintas na sua relação com a língua usada na comunicação da investigação que desenvolveu.

E passo de imediato ao meu primeiro tema de reflexão.

Science and the research profession in a crisis-ridden global world

Frederico G. Carvalho

(Intervenção no Simpósio da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos, Paris, Fevereiro 2009)

 

 

Abstract

The present paper deals with the inevitability of chaos originating in the blind pursuit of the goals of the profit driven so-called “free market economy”. The adequacy of the formal democracy championed by the major western powers to cope with the problems facing mankind and achieve a materially sustainable and socially acceptable future is questioned.The need is stressed for a strong public sector to extend and develop education for all as well as to invest in R&D oriented towards the common good in an environment that promotes the attractiveness of scientific careers.

 

Introduction

 For a number of years public opinion especially in the so-called industrialized nations has regularly been confronted with the idea of the importance and necessity of developing human resources in science and technology and increasing expenditure in R&D.

Without further investigation of the how and why of that importance and necessity it is probably safe to consider that the idea is capable of generating a broad consensus in society. Things will look different as soon as one begins to enquire about the ways, means and ends of the scientific endeavour present and future.

From the point of view of the transnational corporations and their supporting financial capital superstructure, the main argument for investing in S&T is the need to “remain competitive in global terms”. Competitiveness however is a religion that demands human sacrifices.

Scientific workers are an indispensable tool to achieve the goal of “remaining competitive”. In fact, “without researchers there is no science in Europe”, says with remarkable insight Janez Potočnik, European Commissioner for Science and Research adding that “(…) wherever they work, (researchers should be) treated with the respect and esteem they deserve.”[1] Are they indeed?

Competitiveness and economic growth (growth without any qualification) stand as top policy priorities again and again emphasized in official statements issued by the many different bodies that propagate the views of the dominant ruling circles.

Quoting former Commissioner Philippe Busquin[2], “Europe needs more research if it is to consolidate economic recovery and enhance long-term competitiveness”.

 

Subcategorías

Novas armas, novas formas de guerrear. Militarização da ciência

Interacções com a vida em sociedade e com o planeta