“QUARENTA ANOS DE INVESTIGAÇÃO:
NA VORAGEM DO TEMPO”

Claudina Rodrigues-Pousada partilha connosco a sua experiência de vida como investigadora e formadora de jovens investigadoras e investigadores. A autora, figura notável da comunidade científica nacional, foi membro activo durante muitos anos da Organização dos Trabalhadores Científicos, dando, também por essa via, sinal das preocupações sociais e do sentido de responsabilidade social que devem animar todas e todos os trabalhadores científicos.

O lançamento da obra tem lugar na próxima sexta-feira, dia 17 do corrente, pelas 18 horas, no Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), em Oeiras. A apresentação está a cargo da Professora Doutora Margarida Amaral (FCUL) e do Doutor Orfeu Flores, antigos alunos da autora.

 

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

Níveis de precariedade na Investigação são inadmissíveis

No âmbito do Dia Mundial de Luta Contra a Precariedade Laboral na Investigação Científica, que se celebrará em 15 de março de 2017, e da Apreciação Parlamentar do Diploma sobre o Emprego Científico (Decreto-Lei 57/2016, de 29 de agosto), agendada para o próximo dia 11 de janeiro, a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) e a Organização dos Trabalhadores Científicos (OTC), organizações afiliadas da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos (FMTC), reuniram-se para analisar a situação da ciência no país e, em particular, dos bolseiros de investigação, bem como definir um conjunto de iniciativas a implementar.

A ciência e os bolseiros de investigação vivem uma situação de extrema precariedade que tem vindo a agravar-se há vários anos e que levou a que o recurso aos bolseiros de investigação se tenha tornado, atualmente, uma prática corrente e sistemática para suportar a realização de todo o tipo de trabalho científico, não sendo, por isso, como seria correto, uma exceção. Este recurso abusivo e criticável da figura do bolseiro de investigação cria instabilidade, não apenas na vida dos bolseiros, tanto em termos pessoais como profissionais, mas também ao nível do desenvolvimento dos projetos de investigação, sendo, potencialmente, uma fonte geradora de má ciência e de desperdício de recursos que, portanto, deve evitar-se.

O Decreto-Lei 57/2016 visa promover a contratação de investigadores, mas, contudo, fica muito aquém das necessidades. Por um lado, apenas substitui as bolsas por contratos a termo certo, mantendo a precariedade. Pelo outro, potencia a criação de uma eventual carreira de investigação paralela e também precária. Embora seja positivo o acesso às prestações sociais, é necessário dar o passo seguinte, ou seja, dignificar o Estatuto do Investigador, abrindo os concursos para integração nos “quadros de pessoal”, estabilizando, dessa forma, a vida dos profissionais da investigação.  

A implementação do Decreto-Lei 57/2016 levanta outras preocupações e dúvidas, nomeadamente no que diz respeito ao financiamento da contratação temporária de investigadores ao abrigo deste diploma, o que urge clarificar.

A ABIC, a FENPROF e a OTC irão acompanhar o processo de Apreciação Parlamentar do Diploma sobre o Emprego Científico e apresentar as suas sugestões no sentido de eliminar a enorme precariedade vivida no setor, defendendo, desde já, a reestruturação da Carreira de Investigação Científica e subsequente integração dos trabalhadores científicos.

Lisboa, 04 de janeiro de 2017

ABIC ― Associação dos Bolseiros de Investigação Científica

FENPROF ― Federação Nacional dos Professores

OTC ― Organização dos Trabalhadores Científicos

FMTC ― Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos (ONG Internacional em Parceria Oficial

com Estatuto Consultivo na UNESCO)

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O BREXIT AVALIADO EM MANCHESTER
ENSINO SUPERIOR E CIÊNCIA

Sismo "congelou no tempo" balneário romano em Chaves

Balneário foi descoberto durante trabalhos para a construção de um parque de estacionamento. Sítio raro em todo o Império Romano, o balneário foi preservado graças a uma derrocada. Projeto da câmara prevê projeto museográfico e abertura ao público em 2018

Um sismo provocou há 17 séculos a derrocada do edifício das termas romanas na zona onde é hoje Chaves e "congelou no tempo" um monumento "magnífico" descoberto há 10 anos, antes da construção de um parque de estacionamento.

"Foi necessário fazer sondagens arqueológicas prévias e tivemos a sorte de encontrar este monumento fantástico e único que são as termas medicinais romanas", afirmou à agência Lusa o arqueólogo do município de Chaves, Sérgio Carneiro.

O projeto de construção do parque de estacionamento subterrâneo no centro da cidade arrancou em 2005 e, mais de uma década depois, foi apresentada uma candidatura a fundos comunitários para musealizar o espaço que se pretende abrir ao público durante o ano de 2018

"É um sítio raro em todo o Império Romano e absolutamente único na Península Ibérica", salientou o especialista.

Agradecemos ao nosso associado
Prof Doutor Victor-Hugo Forjaz,
do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores,
o anúncio desta iniciativa
86ª Reunião do Conselho Executivo da
Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos
 
Minsk, Bielorrússia, 18-23 Setembro 2016
 
 

O Conselho Executivo da FMTC é o órgão estatutário que dirige a vida da Federação Mundial entre Assembleias Gerais. Reúne normalmente uma vez por ano. A 86ª reunião do Conselho teve lugar em Minsk, Bielorrússia, de 19 a 23 de Setembro último. Em fins de 2017 terá lugar em Dakar, Senegal, a 22ª Assembleia Geral da Federação. A AG reúne normalmente de 4 em 4 anos. No ano em que tem lugar, é antecedida por uma reunião do CE cessante que se realiza no mesmo local, imediatamente antes do início dos trabalhos da AG. Será assim, em 2017, a 87ª reunião do CE. Encerrados os trabalhos da AG realiza-se, também no mesmo local, a reunião do novo Conselho Executivo eleito no decurso da AG. Em 2017 haverá pois duas reuniões do CE, uma imediatamente antes, outra imediatamente depois da Assembleia Geral da Federação.

É na Assembleia Geral que se procede à eleição dos membros do CE indicados pelas associações filiadas, dos vice-presidentes, do Tesoureiro, do Secretário-geral e do Presidente da Federação. Um dos vice-presidentes assume as funções de presidente do CE.

Em Minsk estiveram representadas cerca de uma dúzia de associações filiadas, dos seguintes países: Argélia, Bielorrússia, China, Espanha, França, Japão, Portugal, Rússia e Senegal. Esta informação deverá ser conferida quando se dispuser da Acta da reunião do Conselho Executivo, que se aguarda.

A OTC fez-se representar na reunião de Minsk pelos elementos da Direcção, António Pedro Alves de Matos, actual membro do Conselho Executivo da FMTC, designado pela OTC, Joana Pinto dos Santos, membro e Secretária da Direcção, e Frederico Carvalho, na qualidade de Vice-presidente do Conselho Executivo da Federação Mundial.

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RESUMO DOS TRABALHOS E RESPECTIVOS RESULTADOS

1.Como tem sido hábito de há já muitos anos a esta parte, por ocasião das reuniões do Conselho Executivo da FMTC (como também acontece com as Assembleias Gerais da Federação Mundial), tem lugar um Simpósio Internacional cujo tema é escolhido tendo em conta questões de actualidade que interessam à comunidade científica em geral, com impacto nas condições de vida e trabalho dos trabalhadores científicos, na situação das instituições em que exercem a sua actividade profissional, e nas políticas científicas no contexto dos problemas que se colocam à humanidade.

O tema escolhido para o Simpósio de Minsk foi o das “Alterações Climáticas: Papel das Energias Alternativas” (ver anexo I).

 

2.A reunião, propriamente dita, do Conselho Executivo, desdobrou-se em três Sessões de Trabalho, abrindo, na primeira sessão, com o Relatório do Presidente, Jean-Paul Lainé. O texto do relatório será colocado no sítio da OTC.

3.A actividade da FMTC assenta em boa medida no funcionamento de três Grupos de Trabalho cuja missão é a de coligir e distribuir entre os seus membros documentação de várias origens, nomeadamente, com origem nas associações filiadas; analisar e debater as questões que respeitam ao domínio temático de cada um dos Grupos, e preparar tomadas de posição ou outros documentos sobre os quais o Conselho Executivo no seu conjunto deve normalmente pronunciar-se.                                              
                                                                                                                                            

Os três Grupos de Trabalho actualmente existentes são os seguintes:

  • GT 1 “Desarmamento, Cooperação e Paz”
  • GT2 “Energia e Clima”
  • GT3 “Condição da Investigação Científica e Estatuto do Investigador”

Os Grupos estão abertos à participação de qualquer trabalhador científico que manifeste esse desejo junto dos respectivos Coordenadores.

Parte significativa dos trabalhos da reunião de Minsk, como se pode ver na respectiva Agenda (em anexo), esteve ligada à actividade dos Grupos.

Para cada um dos Grupos de Trabalho encontra-se no anexo II

  • A Ordem de Trabalhos proposta;
  • A relação dos documentos de suporte dos debates realizados.

Será dado conhecimento aos nossos associados das conclusões a que se chegou em cada um dos Grupos, logo que seja recebida a respectiva compilação que está a ser preparada, em Paris, no Secretariado da Federação.

 

 

 

 

 

 

4.Uma das questões mais relevantes discutidas no decurso dos trabalhos do Conselho Executivo foi a preparação do “Dia Mundial Contra a Precariedade na Investigação” que se previa vir a realizar antes do final do ano, possivelmente, em Dezembro. Entretanto, considerou-se no decurso dos debates que se deveria apontar para meados de Março de 2017. No anexo III encontra-se o documento posto a discussão intitulado, em inglês, “World Day: Job Insecurity in Scientific Research vs. Science for Human Progress”. Recomenda-se a leitura do documento que é muito informativo e contem várias propostas de acção para todas as associações filiadas. Importa salientar que este Dia Mundial contra a precariedade é uma iniciativa da Federação Mundial que procura congregar e reunir apoios de diversas entidades e instituições, como a UNESCO, a Comissão Europeia ou o INES - International Network of Scientists and Engineers, para além, naturalmente, das associações filiadas na Federação.                                                     

 

Na parte final do ponto 3 do documento anuncia-se o lançamento do sítio internet http://www.insecurescience.org criado pela Federação para a recolha de testemunhos e propostas de acção, pessoais ou de grupo, relativos à situação profissional dos trabalhadores científicos e ao combate à precariedade. Aí é explicado o modo de tirar partido desta ferramenta e de contribuir para a enriquecer.

5. Na sessão plenária final o Conselho Executivo aprovou dois documentos destinados a ampla divulgação, sob a forma de “apelo”, um deles visando a necessidade da preparação de uma transição energética global que abra a porta a um futuro sustentável para a humanidade, o outro, visando o combate à precariedade na investigação.
Documento elaborado por
Frederico Carvalho e Joana Pinto dos Santos
 
8 de Outubro de 2016

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