SISMICIDADE E RISCO SÍSMICO: A SITUAÇÃO EM PORTUGAL

A OTC organiza anualmente Mesas Redondas/Workshops por ocasião das suas Assembleias Gerais de Sócios, versando temas quer de cariz científico quer relacionados com a carreira de investigação dos trabalhadores científicos em Portugal.   

Dado que Portugal (Continental e insular) se situa numa região de vulnerabilidade sísmica média e têm ocorrido nos últimos anos eventos sísmicos em várias regiões do Globo e em particular na Europa com impactos sociais significativos; havendo uma comunidade numerosa portuguesa de investigadores de renome internacional, quer nas Universidades quer no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, foi decidido dedicar a Mesa Redonda da OTC de 2017 a esta temática.        

Assim a OTC organizou no passado dia 29 de Março a Mesa Redonda sobre Sismicidade e Risco Sísmico: a situação em Portugal, que decorreu no  Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, onde intervieram três oradores convidados: Prof. Mourad Bezzeghoud, da Universidade de Évora, Instituto de Ciências da Terra; o Prof. Carlos Oliveira do Instituto Superior Técnico e a Doutora Alexandra Carvalho, investigadora do Laboratório Nacional de Engenharia Civil.

Foram apresentados três temas que versaram: os conceitos científicos inerentes à formação dos sismos e a sua relação com a estrutura geológica da Terra, quer ao nível global quer regional designadamente em Portugal ; a caracterização da vulnerabilidade sísmica do parque habitacional construído português e as potencialidades de um simulador de danos; a problemática da Simulação de cenários sísmicos, com destaque naferramenta  LNECLOSS,útil na simulação de cenários sísmicos e no apoio à decisão em tais cenários.

Na sequência da apresentação dos três temas seguiu-se o debate com questões levantadas pela assistência, em particular as relacionadas com a legislação sobre a segurança sísmica dos edifícios para habitação e os históricos.  Na sequência das questões levantadas  pela assistência foi realçado pelos oradores a dificuldade por eles sentida em transmitir aos decisores políticos a necessidade de implementar em Portugal legislação já em vigor na Europa na reabilitação e na construção de edifícios, face à vulnerabilidade sísmica identificada em parte do parque habitacional português e à sismicidade em Portugal.

A sessão terminou pelas 17h30, seguindo-se a Assembleia Geral da OTC.

  

“QUARENTA ANOS DE INVESTIGAÇÃO:
NA VORAGEM DO TEMPO”

Claudina Rodrigues-Pousada partilha connosco a sua experiência de vida como investigadora e formadora de jovens investigadoras e investigadores. A autora, figura notável da comunidade científica nacional, foi membro activo durante muitos anos da Organização dos Trabalhadores Científicos, dando, também por essa via, sinal das preocupações sociais e do sentido de responsabilidade social que devem animar todas e todos os trabalhadores científicos.

O lançamento da obra tem lugar na próxima sexta-feira, dia 17 do corrente, pelas 18 horas, no Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), em Oeiras. A apresentação está a cargo da Professora Doutora Margarida Amaral (FCUL) e do Doutor Orfeu Flores, antigos alunos da autora.

 

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

Níveis de precariedade na Investigação são inadmissíveis

No âmbito do Dia Mundial de Luta Contra a Precariedade Laboral na Investigação Científica, que se celebrará em 15 de março de 2017, e da Apreciação Parlamentar do Diploma sobre o Emprego Científico (Decreto-Lei 57/2016, de 29 de agosto), agendada para o próximo dia 11 de janeiro, a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC), a Federação Nacional dos Professores (FENPROF) e a Organização dos Trabalhadores Científicos (OTC), organizações afiliadas da Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos (FMTC), reuniram-se para analisar a situação da ciência no país e, em particular, dos bolseiros de investigação, bem como definir um conjunto de iniciativas a implementar.

A ciência e os bolseiros de investigação vivem uma situação de extrema precariedade que tem vindo a agravar-se há vários anos e que levou a que o recurso aos bolseiros de investigação se tenha tornado, atualmente, uma prática corrente e sistemática para suportar a realização de todo o tipo de trabalho científico, não sendo, por isso, como seria correto, uma exceção. Este recurso abusivo e criticável da figura do bolseiro de investigação cria instabilidade, não apenas na vida dos bolseiros, tanto em termos pessoais como profissionais, mas também ao nível do desenvolvimento dos projetos de investigação, sendo, potencialmente, uma fonte geradora de má ciência e de desperdício de recursos que, portanto, deve evitar-se.

O Decreto-Lei 57/2016 visa promover a contratação de investigadores, mas, contudo, fica muito aquém das necessidades. Por um lado, apenas substitui as bolsas por contratos a termo certo, mantendo a precariedade. Pelo outro, potencia a criação de uma eventual carreira de investigação paralela e também precária. Embora seja positivo o acesso às prestações sociais, é necessário dar o passo seguinte, ou seja, dignificar o Estatuto do Investigador, abrindo os concursos para integração nos “quadros de pessoal”, estabilizando, dessa forma, a vida dos profissionais da investigação.  

A implementação do Decreto-Lei 57/2016 levanta outras preocupações e dúvidas, nomeadamente no que diz respeito ao financiamento da contratação temporária de investigadores ao abrigo deste diploma, o que urge clarificar.

A ABIC, a FENPROF e a OTC irão acompanhar o processo de Apreciação Parlamentar do Diploma sobre o Emprego Científico e apresentar as suas sugestões no sentido de eliminar a enorme precariedade vivida no setor, defendendo, desde já, a reestruturação da Carreira de Investigação Científica e subsequente integração dos trabalhadores científicos.

Lisboa, 04 de janeiro de 2017

ABIC ― Associação dos Bolseiros de Investigação Científica

FENPROF ― Federação Nacional dos Professores

OTC ― Organização dos Trabalhadores Científicos

FMTC ― Federação Mundial dos Trabalhadores Científicos (ONG Internacional em Parceria Oficial

com Estatuto Consultivo na UNESCO)

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O BREXIT AVALIADO EM MANCHESTER
ENSINO SUPERIOR E CIÊNCIA

Sismo "congelou no tempo" balneário romano em Chaves

Balneário foi descoberto durante trabalhos para a construção de um parque de estacionamento. Sítio raro em todo o Império Romano, o balneário foi preservado graças a uma derrocada. Projeto da câmara prevê projeto museográfico e abertura ao público em 2018

Um sismo provocou há 17 séculos a derrocada do edifício das termas romanas na zona onde é hoje Chaves e "congelou no tempo" um monumento "magnífico" descoberto há 10 anos, antes da construção de um parque de estacionamento.

"Foi necessário fazer sondagens arqueológicas prévias e tivemos a sorte de encontrar este monumento fantástico e único que são as termas medicinais romanas", afirmou à agência Lusa o arqueólogo do município de Chaves, Sérgio Carneiro.

O projeto de construção do parque de estacionamento subterrâneo no centro da cidade arrancou em 2005 e, mais de uma década depois, foi apresentada uma candidatura a fundos comunitários para musealizar o espaço que se pretende abrir ao público durante o ano de 2018

"É um sítio raro em todo o Império Romano e absolutamente único na Península Ibérica", salientou o especialista.

Agradecemos ao nosso associado
Prof Doutor Victor-Hugo Forjaz,
do Observatório Vulcanológico e Geotérmico dos Açores,
o anúncio desta iniciativa

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