{"id":2113,"date":"2014-03-10T18:38:08","date_gmt":"2014-03-10T18:38:08","guid":{"rendered":"https:\/\/otc.pt\/wp\/2014\/03\/10\/armasquimi\/"},"modified":"2018-10-20T22:07:58","modified_gmt":"2018-10-20T22:07:58","slug":"armasquimi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/otc.pt\/wp\/2014\/03\/10\/armasquimi\/","title":{"rendered":"Sobre as Armas Qu\u00edmicas"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\">&nbsp;&nbsp;<span style=\"color: #ff6600; font-family: Arial; font-size: xx-large;\"> <strong>SOBRE AS ARMAS QU\u00cdMICAS<\/strong><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">Frederico Gama Carvalho<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;Passou em Janeiro de 2013, o vig\u00e9simo anivers\u00e1rio da data em que foi aberta a assinatura a Conven\u00e7\u00e3o sobre a Proibi\u00e7\u00e3o do Desenvolvimento, Produ\u00e7\u00e3o, Armazenamento e Utiliza\u00e7\u00e3o de Armas Qu\u00edmicas e sobre a sua Destrui\u00e7\u00e3o. Abreviadamente designada por Conven\u00e7\u00e3o sobre as Armas Qu\u00edmicas, a Conven\u00e7\u00e3o \u00e9 fruto de um acordo intergovernamental, negociado no seio da chamada \u201cConfer\u00eancia para o Desarmamento\u201d, organismo criado em 1984, exterior ao sistema das Na\u00e7\u00f5es Unidas mas reconhecido por esta. O texto da Conven\u00e7\u00e3o foi presente e aprovado pela Assembleia Geral da ONU, em 1992 <a name=\"rendnote1\"><\/a><a href=\"#endnote1\">(1)<\/a>. A entrada em vigor ocorreu em Abril de 1997, ap\u00f3s assinatura e subsequente ratifica\u00e7\u00e3o por 65 estados. Antes dessa data j\u00e1 muitos estados haviam assinado a Conven\u00e7\u00e3o mas o n\u00famero m\u00ednimo de ratifica\u00e7\u00f5es s\u00f3 foi atingido naquela data. Os estados, \u00e0 altura, n\u00e3o signat\u00e1rios, puderam, a partir de ent\u00e3o, fazer uso do instrumento dito de \u201cacesso\u201d com efeitos id\u00eanticos \u00e0 ratifica\u00e7\u00e3o, sem pressupor assinatura pr\u00e9via.<\/span><\/p>\n<p>  <!--more-->  <\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;Israel assinou a Conven\u00e7\u00e3o em Janeiro de 1993 mas at\u00e9 hoje n\u00e3o procedeu \u00e0 ratifica\u00e7\u00e3o pelo que n\u00e3o \u00e9 considerado ser parte daquela. A Rep\u00fablica \u00c1rabe S\u00edria acedeu \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o em 14 de Setembro \u00faltimo, comprometendo-se, ao mesmo tempo, a respeitar de imediato todas as obriga\u00e7\u00f5es previstas na Conven\u00e7\u00e3o, abdicando do prazo de trinta dias a contar do acesso, estipulado no texto da Conven\u00e7\u00e3o, para a entrada em vigor ap\u00f3s o acesso. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">Num n\u00famero significativo de casos, a deposi\u00e7\u00e3o dos instrumentos de assinatura, ratifica\u00e7\u00e3o ou acesso, foi acompanhada por declara\u00e7\u00f5es que pretendiam salvaguardar interesses estrat\u00e9gicos ou posi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, relativos ao estado que aderia.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">Assim, os EUA sujeitaram a ades\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o \u201crespeitante ao Anexo sobre Implementa\u00e7\u00e3o e Verifica\u00e7\u00e3o, de que nenhuma amostra colhida nos EUA em conformidade com a Conven\u00e7\u00e3o seja transferida para an\u00e1lise em qualquer laborat\u00f3rio fora do (seu) territ\u00f3rio\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">Os estados membros da Uni\u00e3o Europeia sujeitaram o cumprimento das obriga\u00e7\u00f5es decorrentes da Conven\u00e7\u00e3o, \u00e0 sua compatibilidade com as normas fixadas nos tratados constitutivos da Uni\u00e3o \u201cna medida em que essas regras sejam aplic\u00e1veis\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">A S\u00edria, o estado que mais recentemente aderiu \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o, comprometeu-se a respeitar integralmente o estipulado na Conven\u00e7\u00e3o \u201cde forma leal e sincera\u201d e a aplic\u00e1-la j\u00e1 no per\u00edodo antecedendo a entrada em vigor efectiva, como se referiu acima. Sublinhou ainda, nessa sua declara\u00e7\u00e3o de ades\u00e3o, que ela \u201cn\u00e3o implicar\u00e1 de nenhum modo o reconhecimento de Israel\u201d, nem envolver\u00e1 qualquer obriga\u00e7\u00e3o de relacionamento com Israel nas quest\u00f5es reguladas pelas disposi\u00e7\u00f5es da Conven\u00e7\u00e3o\u201d.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">Guant\u00e1namo, no caso de Cuba; Gibraltar, no caso de Espanha, as Malvinas no caso da Argentina, s\u00e3o algumas outras situa\u00e7\u00f5es objecto de aten\u00e7\u00e3o nas declara\u00e7\u00f5es de ades\u00e3o \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o por parte dos pa\u00edses interessados, no sentido de salvaguardar a sua soberania sobre esses territ\u00f3rios.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">No momento actual, 190 estados s\u00e3o parte efectiva da Conven\u00e7\u00e3o <a name=\"rendnote2\"><\/a><a href=\"#endnote2\">(2)<\/a><span style=\"color: #000000;\">. <\/span><a href=\"#endnote2\"><\/a>Est\u00e3o ainda de fora Angola, Birm\u00e2nia, Egipto, Coreia do Norte, Sud\u00e3o do Sul e, como se referiu, Israel. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">O emprego deliberado de compostos qu\u00edmicos t\u00f3xicos para eliminar vidas humanas ou provocar a morte de outros seres vivos, tem uma longa hist\u00f3ria e assumiu variadas formas. Tais compostos foram utilizados em teatros de guerra contra for\u00e7as militares e contra popula\u00e7\u00f5es civis; como instrumento de genoc\u00eddio ou elimina\u00e7\u00e3o sistem\u00e1tica de grupos humanos diferenciados; no combate a dissidentes armados ou grupos terroristas. Nos tempos mais recentes e sobretudo a partir da segunda metade do s\u00e9culo XIX, com o desenvolvimento da ci\u00eancia e das tecnologias qu\u00edmicas, deu-se uma consider\u00e1vel evolu\u00e7\u00e3o nos agentes utilizados para os diversos fins atr\u00e1s citados. \u00c9 preocupante o facto de essa evolu\u00e7\u00e3o prosseguir nos nossos dias com recurso a meios t\u00e9cnicos e cient\u00edficos cada vez mais sofisticados. Um dom\u00ednio particularmente sens\u00edvel \u00e9 o dos agentes qu\u00edmicos ditos \u201cn\u00e3o letais\u201d, designados \u201cincapacitantes\u201d, alegadamente orientados para a \u201cmanuten\u00e7\u00e3o da ordem\u201d.<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-2108\" style=\"float: left; margin: 10px;\" src=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/teargasinuse-site.jpg\" alt=\"\" width=\"250\" height=\"375\" border=\"0\" \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;Num estudo de 2007, da Associa\u00e7\u00e3o&nbsp;&nbsp; M\u00e9dica Brit\u00e2nica (British Medical Association), intitulado \u201cO Uso de Drogas como Arma\u201d <a name=\"rendnote3\"><\/a><a href=\"#endnote3\">(<\/a><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#endnote3\">3<\/a><span style=\"color: #3366ff;\">)<\/span>,<\/span> \u00e9 afirmado correr-se o risco de \u201cestarmos a mover-nos conscientemente numa direc\u00e7\u00e3o que conduz ao caminho escorregadio ao fim do qual est\u00e1 o espectro da \u201cmilitariza\u00e7\u00e3o\u201d da biologia\u201d incluindo \u201ca manipula\u00e7\u00e3o intencional das emo\u00e7\u00f5es, mem\u00f3ria, reac\u00e7\u00f5es de defesa imunol\u00f3gica e mesmo da fertilidade das pessoas\u201d.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">As armas qu\u00edmicas s\u00e3o particularmente perversas j\u00e1 que os seus efeitos e consequ\u00eancias perduram no tempo e estendem-se no espa\u00e7o, de forma dificilmente control\u00e1vel. As v\u00edtimas fatais directas s\u00e3o uma pequena frac\u00e7\u00e3o daqueles que, sobrevivendo, s\u00e3o portadores de sequelas f\u00edsicas e mentais resultantes da sua utiliza\u00e7\u00e3o. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;&nbsp; <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" style=\"float: right; margin: 0px;\" src=\"images\/Nvens%20de%20cloro.jpg\" alt=\"\" width=\"491\" height=\"180\" border=\"0\" \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\"><span style=\"font-size: small;\"><em>&nbsp;<\/em><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\"><span style=\"font-size: small;\"><em>Nuvens de cloro numa frente de combate na guerra de 1914\/18<\/em><\/span><br \/><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">No decurso da guerra de 14-18, estima-se em 1 milh\u00e3o 250 mil as v\u00edtimas da utiliza\u00e7\u00e3o dos gases t\u00f3xicos pelas pot\u00eancias beligerantes, entre os quais cerca de 90 mil mortos. Destes, mais de metade ocorreram na frente russa <a name=\"rendnote4\"><\/a><span style=\"color: #3366ff;\"><a href=\"#endnote4\"><span style=\"color: #3366ff;\">(<span style=\"color: #000000;\"><span style=\"color: #0000ff;\"><span style=\"color: #3366ff;\">4<\/span>)<\/span><\/span><\/span><\/a><\/span>. Estes n\u00fameros n\u00e3o t\u00eam em conta as mortes resultantes da exposi\u00e7\u00e3o aos gases que se foram dando ao longo de anos, ap\u00f3s o fim da guerra, nem os casos de invalidez grave de militares desmobilizados que tendo sobrevivido n\u00e3o mais puderam trabalhar <a name=\"rendnote5\"><\/a><span style=\"color: #3366ff;\"><a href=\"#endnote5\"><span style=\"color: #3366ff;\">(5)<\/span><\/a><\/span>. Os gases t\u00f3xicos utilizados na guerra de 14-18 foram, em primeiro lugar, o cloro mas tamb\u00e9m o fosg\u00e9nio e o g\u00e1s mostarda. Com o andar do tempo foram surgindo novos compostos considerados utiliz\u00e1veis par fins militares.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2109\" src=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/800px-Gassed-site.jpg\" alt=\"\" width=\"651\" height=\"244\" border=\"0\" \/><br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\"><span style=\"font-size: small;\"><em>&#8220;Gaseados&#8221; de John Sargent (1918)<\/em><\/span><br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">A Alemanha nazi teve, no per\u00edodo entre as duas guerras mundiais, um papel predominante no desenvolvimento cient\u00edfico e na produ\u00e7\u00e3o de agentes qu\u00edmicos t\u00f3xicos e nos meios para a sua dissemina\u00e7\u00e3o. O qu\u00edmico Gerhard Schrader, empregado do cons\u00f3rcio industrial alem\u00e3o IG Farben, descobriu o agente neurot\u00f3xico sarin que revolucionou a guerra qu\u00edmica. A IG Farben, na Alemanha nazi, foi o principal produtor de gases t\u00f3xicos, durante a segunda guerra mundial e j\u00e1 nos anos que imediatamente a antecederam. Entretanto, segundo se pensa, n\u00e3o ter\u00e3o sido utilizadas armas qu\u00edmicas na guerra de 39-45. Os dirigentes nazis ter\u00e3o renunciado ao uso das armas de que dispunham, provavelmente por admitir que o campo advers\u00e1rio tamb\u00e9m disporia de tais armas e por recear poss\u00edveis repres\u00e1lias. O g\u00e1s Zyklon B, tamb\u00e9m descoberto e produzido industrialmente pelos alem\u00e3es, foi usado, como se sabe, nas ac\u00e7\u00f5es de exterm\u00ednio praticadas pelo regime nazi nos campos de concentra\u00e7\u00e3o, f\u00e1bricas da morte, tristemente c\u00e9lebres.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">No decurso do s\u00e9culo XX, cerca de 70 compostos qu\u00edmicos com efeitos t\u00f3xicos foram produzidos, armazenados, por vezes em grandes quantidades, e, em certos casos, utilizados, por numerosos estados ou pot\u00eancias de maior ou menor dimens\u00e3o. Destacam-se a Alemanha nazi, que fez uso eles na frente ocidental e na frente russa, o Reino Unido, o Ex\u00e9rcito Imperial Japon\u00eas, na China, a It\u00e1lia fascista, na Eti\u00f3pia. Entre as duas grandes guerras, os ingleses ter\u00e3o usado agentes t\u00f3xicos na Mesopot\u00e2mia; for\u00e7as francesas e espanholas, no norte de \u00c1frica, na chamada guerra do Rife; o Ex\u00e9rcito Vermelho, no per\u00edodo da guerra civil russa, no controlo da chamada Revolta camponesa de Tambov. Na guerra Ir\u00e3o-Iraque de 1980-88, as for\u00e7as iraquianas usaram v\u00e1rios agentes qu\u00edmicos t\u00f3xicos incluindo g\u00e1s mostarda, g\u00e1s sarin e o VX, contra combatentes iranianos e no combate aos levantamentos regionais ocorridos no Iraque em 1991. No conflito interno em curso na S\u00edria, cr\u00ea-se terem sido utilizadas armas qu\u00edmicas. Sobre a natureza e a quantidade dos agentes qu\u00edmicos usados n\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00f5es seguras e a atribui\u00e7\u00e3o de responsabilidades pela sua utiliza\u00e7\u00e3o \u00e9 objecto de pol\u00e9mica. No que respeita a Israel, diversas fontes parecem n\u00e3o ter d\u00favidas de que possui um importante arsenal de armas qu\u00edmicas <a name=\"rendnote6\"><\/a><a href=\"#endnote6\">(<\/a><span style=\"color: #0000ff;\"><a href=\"#endnote6\"><span style=\"color: #0000ff;\">6)<\/span><\/a><a href=\"#endnote6\"><\/a><\/span>. Entretanto, o Estado judaico prossegue, neste dom\u00ednio como noutros, designadamente no das armas nucleares, uma pol\u00edtica de oculta\u00e7\u00e3o caracterizada no plano diplom\u00e1tico pela n\u00e3o nega\u00e7\u00e3o e n\u00e3o afirma\u00e7\u00e3o da posse de armas de destrui\u00e7\u00e3o massiva.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">As armas qu\u00edmicas s\u00e3o consideradas armas de destrui\u00e7\u00e3o massiva <a name=\"rendnote7\"><\/a><a href=\"#endnote7\"><span style=\"color: #0000ff;\">(7)<\/span><\/a>. Distinguem-se actualmente dois tipos: armas qu\u00edmicas bin\u00e1rias e armas qu\u00edmicas unit\u00e1rias. Nas primeiras, s\u00e3o usados dois compostos qu\u00edmicos que s\u00f3 d\u00e3o origem a um produto letal quando misturados, por reac\u00e7\u00e3o entre si. A mistura e a reac\u00e7\u00e3o s\u00e3o provocadas imediatamente antes da utiliza\u00e7\u00e3o da arma. Nos arsenais qu\u00edmicos, predominam as muni\u00e7\u00f5es ditas unit\u00e1rias, que cont\u00eam um g\u00e1s letal \u201cpronto a usar\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">Os compostos qu\u00edmicos usados para fins militares e de agress\u00e3o, t\u00eam efeitos e graus de letalidade muito diversos, desde os gases lacrimog\u00e9neos sobretudo usados contra manifestantes e levantamentos populares, at\u00e9 agentes altamente t\u00f3xicos como o g\u00e1s sarin e o VX, ambos, com efeitos neurol\u00f3gicos que levam rapidamente \u00e0 morte. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2110\" style=\"margin: 5px 10px;\" src=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Capture.JPG\" alt=\"\" width=\"524\" height=\"490\" border=\"0\" \/><\/span><\/p>\n<address style=\"text-align: right;\"><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\"><span style=\"font-size: small;\">V\u00edtimas iranianas \u00a9OPCW Photo Gallery<\/span><br \/><\/span><\/address>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">Justificar-se-ia que certos agentes que n\u00e3o s\u00e3o considerados armas qu\u00edmicas na Conven\u00e7\u00e3o de 1993, a\u00ed fossem inclu\u00eddos pelos seus efeitos e utiliza\u00e7\u00e3o. Destaca-se o f\u00f3sforo branco, o ur\u00e2nio empobrecido e o famigerado \u201cagente laranja\u201d, abundantemente utilizado no Vietnam pelas for\u00e7as americanas como desfolhante. O f\u00f3sforo branco foi usado por Israel, no L\u00edbano, possivelmente, e, sem margem para d\u00favidas, na faixa de Gaza; foi usado pela Argentina, nas Malvinas; pelos EUA, no Iraque, e pela Nato, no Afeganist\u00e3o. Cerca de 24 mil quil\u00f3metros quadrados do territ\u00f3rio do Vietnam do Sul foram sujeitos a ataques com o agente laranja, um poderoso herbicida, com o objectivo de destruir o coberto florestal e colheitas agr\u00edcolas. Tratou-se de um verdadeiro \u201cecoc\u00eddio\u201d levado a cabo no pa\u00eds mais bombardeado da Hist\u00f3ria <a name=\"rendnote8\"><\/a><a href=\"#endnote8\"><span style=\"color: #0000ff;\">(8)<\/span><\/a>. O \u201cagente laranja\u201d continha, como impureza de fabrico, um composto do grupo das dioxinas, de elevada toxicidade, com efeitos mutag\u00e9nicos e cancer\u00edgenos. Estima-se que mais de meio milh\u00e3o de crian\u00e7as tenham nascido com deformidades provocadas pela assimila\u00e7\u00e3o desta dioxina. O ur\u00e2nio empobrecido foi usado pelas FA americanas, designadamente, no Iraque, e pela NATO, na Europa, na regi\u00e3o dos Balc\u00e3s.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;<\/span><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">De acordo com os dados do organismo que controla a aplica\u00e7\u00e3o da Conven\u00e7\u00e3o \u2014 a Organiza\u00e7\u00e3o para a Proibi\u00e7\u00e3o das Armas Qu\u00edmicas (OPCW) <a name=\"rendnote9\"><\/a><a href=\"#endnote9\">(<span style=\"color: #000000;\">9)<\/span><\/a>, com sede na Haia \u2014 os <em>stocks<\/em> armazenados de armas, declarados pelos estados que s\u00e3o parte da Conven\u00e7\u00e3o, elevavam-se a cerca de 70 mil toneladas de agentes qu\u00edmicos t\u00f3xicos ou precursores <a name=\"rendnote10\"><\/a><a href=\"#endnote10\"><span style=\"color: #0000ff;\">(10)<\/span><\/a>, e a quase 7 milh\u00f5es de muni\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas e contentores, abrangidos nos termos da Conven\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2111\" style=\"margin: 0px;\" src=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Composite-site.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"331\" border=\"0\" srcset=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Composite-site.jpg 600w, https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Composite-site-300x166.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/span><\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\"><span style=\"font-size: small;\"><em>Paletes de granadas de artilharia de 155 mm de g\u00e1s mostarda<\/em><\/span><br \/><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">\u00c0 data de 30 de Setembro de 2013, tinham sido destru\u00eddos, desactivados ou desmantelados, conforme o caso, sob controlo da OPCW, cerca de 82%, dos agentes qu\u00edmicos, e cerca de 52% daquelas muni\u00e7\u00f5es e contentores <a name=\"rendnote11\"><\/a><a href=\"#endnote11\"><span style=\"color: #0000ff;\">(11)<\/span><\/a>. A Federa\u00e7\u00e3o Russa, que declarou cerca de 40 mil toneladas (3\/4 j\u00e1 destru\u00eddos) e os EUA com cerca de 32 mil toneladas, ser\u00e3o as partes que dispunham inicialmente dos arsenais mais poderosos de armas qu\u00edmicas. No caso dos EUA cerca de 90% dos agentes t\u00f3xicos mais perigosos j\u00e1 foram destru\u00eddos. De acordo com os inspectores da OPCW na S\u00edria, esta disporia de um arsenal de armas qu\u00edmicas avaliado em cerca de mil e 300 toneladas, que j\u00e1 teriam sido destru\u00eddas.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">O Jap\u00e3o deixou em territ\u00f3rio chin\u00eas quase 50 mil armas qu\u00edmicas ap\u00f3s a derrota na segunda guerra mundial. Cerca de \u00be foram j\u00e1 destru\u00eddos sob controlo da OPCW. Os japoneses fizeram testes de armas qu\u00edmicas sobre prisioneiros vivos.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">&nbsp;<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-2112\" src=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2014\/03\/Johnston_Atoll_site.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"392\" border=\"0\" \/><\/span><\/p>\n<h3><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\"><span style=\"font-size: small; color: #000000;\"><em>Vista do complexo JACADS para a destrui\u00e7\u00e3o de muni\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas constru\u00eddo pelos EUA no atol Johnston. Cumpridos os seus objectivos, foi desactivada em 2000. Foram aqui eliminadas cerca de 400 mil muni\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas individuais<\/em><\/span><br \/><\/span><\/h3>\n<p><span style=\"font-family: Arial; font-size: medium;\">A destrui\u00e7\u00e3o dos compostos qu\u00edmicos t\u00f3xicos, das muni\u00e7\u00f5es operacionais e das pr\u00f3prias instala\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o, p\u00f5em s\u00e9rios problemas de seguran\u00e7a, exigem tempo e avultados financiamentos. Da\u00ed o ter sido programado pela OPCW, com o acordo das partes, um calend\u00e1rio de execu\u00e7\u00e3o alongado que n\u00e3o tem sido ali\u00e1s respeitado em todos os casos. Da\u00ed, prever-se a necessidade de prolongar o processo de destrui\u00e7\u00e3o e desmantelamento por mais alguns anos <a name=\"rendnote12\"><\/a><span style=\"color: #0000ff;\"><a href=\"#endnote12\"><\/a><a href=\"#endnote12\"><span style=\"color: #0000ff;\">(12)<\/span><\/a><\/span>.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"font-size: medium;\">A Conven\u00e7\u00e3o de que nos ocupamos \u00e9 objecto de revis\u00e3o quinquenal. A mais recente revis\u00e3o teve lugar em Abril de 2013. Sem p\u00f4r em d\u00favida os consider\u00e1veis progressos registados, h\u00e1, entretanto, vozes que apontam as suas limita\u00e7\u00f5es que, no essencial, se tornam hoje sobretudo evidentes por for\u00e7a da evolu\u00e7\u00e3o dos conhecimentos cient\u00edficos, n\u00e3o apenas no dom\u00ednio da Qu\u00edmica mas tamb\u00e9m no campo da Biologia. Importa referir aqui, a Conven\u00e7\u00e3o sobre as armas Biol\u00f3gicas e de Toxinas assinada em 1972 pelos EUA, Reino Unido e Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica que entrou em vigor em Mar\u00e7o de 1975 e, tamb\u00e9m, o Protocolo de Genebra de 1925. Este abrangia armas qu\u00edmicas e armas biol\u00f3gicas, embora com a fragilidade decorrente do facto de se limitar a proibir o \u201cprimeiro uso\u201d, isto \u00e9, n\u00e3o exclu\u00eda ac\u00e7\u00f5es de retalia\u00e7\u00e3o com utiliza\u00e7\u00e3o das mesmas armas. O Protocolo de Genebra conduziu, 70 anos mais tarde, \u00e0 Conven\u00e7\u00e3o sobre as Armas Qu\u00edmicas, limitada a estas e que n\u00e3o pro\u00edbe o recurso aos chamados agentes qu\u00edmicos incapacitantes, utilizados sobretudo em caso de dist\u00farbios e manifesta\u00e7\u00f5es, espont\u00e2neas ou organizadas, de popula\u00e7\u00f5es civis, podendo ter em certos casos efeitos letais ou ser causa de les\u00f5es graves permanentes. Por outro lado, \u00e9 hoje poss\u00edvel, com recursos modestos, produzir certos tipos de toxinas que pela sua perigosidade s\u00e3o proibidos quer pela Conven\u00e7\u00e3o das Armas Qu\u00edmicas quer pela Conven\u00e7\u00e3o de 1972. Acrescente-se que esta \u00faltima Conven\u00e7\u00e3o, tripartida, n\u00e3o autoriza ac\u00e7\u00f5es de fiscaliza\u00e7\u00e3o ou verifica\u00e7\u00e3o <em>in loco<\/em>, o que, obviamente lhe retira for\u00e7a. Finalmente interessa referir que \u00e9 hoje poss\u00edvel fabricar agentes t\u00f3xicos proibidos, em pequenos reactores qu\u00edmicos, ditos \u201cmicroreactores\u201d, robustos e facilmente transport\u00e1veis de forma segura para os seus operadores. Tendo em conta estas situa\u00e7\u00f5es justificar-se-ia tomar as medidas preventivas poss\u00edveis. Assim, conforme prop\u00f5e o professor Sydnes <a name=\"rendnote13\"><\/a><a href=\"#endnote13\"><span style=\"color: #0000ff;\">(13)<\/span><\/a>, seria desej\u00e1vel rever e combinar em uma \u00fanica as duas Conven\u00e7\u00f5es referidas neste texto: a Conven\u00e7\u00e3o contra as Armas Qu\u00edmicas e a Conven\u00e7\u00e3o contra as Armas Biol\u00f3gicas. Al\u00e9m disso \u00e9 da maior import\u00e2ncia debater estas quest\u00f5es no seio da comunidade cient\u00edfica, designadamente, entre qu\u00edmicos e bi\u00f3logos, cuja responsabilidade social \u00e9 particularmente posta \u00e0 prova neste contexto. Seria tamb\u00e9m desej\u00e1vel, que elas fossem, com a devida pondera\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o, contempladas em curricula universit\u00e1rios nas \u00e1reas de conhecimento em que a sua discuss\u00e3o se mostra pertinente, onde se inclui, naturalmente, a \u00e1rea das ci\u00eancias sociais e humanas.<\/span> <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><em><span style=\"font-family: Arial;\">O presente trabalho \u201cSobre Armas Qu\u00edmicas\u201d foi apresentado em vers\u00e3o resumida no Semin\u00e1rio que se seguiu \u00e0 XXIV Assembleia da Paz, do Conselho Portugu\u00eas para a Paz e a Coopera\u00e7\u00e3o, em Lisboa, em 7 de Dezembro de 2013<\/span><\/em><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote1\">1 <\/a><a name=\"endnote1\"><\/a>Ver Resolu\u00e7\u00e3o A\/RES\/47\/39, adoptada em 30 de Novembro de 1992, na 47\u00aa sess\u00e3o da Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova Iorque.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote2\">2<\/a> <a name=\"endnote2\"><\/a>Estes 190 estados representam 98% da popula\u00e7\u00e3o mundial actual.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote3\">3<\/a> <a name=\"endnote3\"><\/a>Ver Malcolm Dando, \u201cBiologists napping while work militarized\u201d, Nature, 460, p.20, 20 Agosto 2009<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote4\">4<\/a> <a name=\"endnote4\"><\/a>No decurso da interven\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica na Guerra Civil Russa, em 1919, a Royal Air Force bombardeou as for\u00e7as bolcheviques com g\u00e1s t\u00f3xico contendo ars\u00e9nico.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote5\">5<\/a><a name=\"endnote5\"><\/a> \u201cBrief History of Chemical Weapons Use\u201d, OPCW<\/span> (<span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"http:\/\/www.opcw.org\/about-chemical-weapons\/history-of-cw-use\"><span style=\"color: #0000ff;\">http:\/\/www.opcw.org\/about-chemical-weapons\/history-of-cw-use<\/span><\/a>\/<\/span>); \u201c<em>Poison Gas and World War One<\/em>\u201d, History Learning Site (<a href=\"http:\/\/www.historylearningsite.co.uk\/poison_gas_and_world_war_one.htm\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #0000ff;\">http:\/\/www.historylearningsite.co.uk\/poison_gas_and_world_war_one.htm<\/span><\/span><\/a> )<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote6\">6<\/a> <a name=\"endnote6\"><\/a>De acordo com a revista \u201cForeign Policy\u201d, existe um relat\u00f3rio da CIA datado de 1983 que indica que Israel possui de facto armas qu\u00edmicas. O relat\u00f3rio refere instala\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o de g\u00e1s t\u00f3xico situadas no deserto de Neguev, e menciona a produ\u00e7\u00e3o de gases neurot\u00f3xicos, g\u00e1s mostarda e agentes qu\u00edmicos para o controlo de multid\u00f5es, bem como a posse de dispositivos de dispers\u00e3o apropriados, nomeadamente, granadas. Ainda de acordo com a mesma fonte A CIA ter\u00e1 coligido informa\u00e7\u00e3o sobre a exist\u00eancia de g\u00e1s sarin em Israel.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #000000; font-family: Arial;\">(<\/span><a href=\"http:\/\/www.dw.de\/israel-keeps-mum-on-its-chemical-weapons\/a-17104647\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #0000ff; font-family: Arial;\">http:\/\/www.dw.de\/israel-keeps-mum-on-its-chemical-weapons\/a-17104647<\/span><\/span><\/a><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"> )<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote7\">7<\/a> <a name=\"endnote7\"><\/a>As armas nucleares, as armas biol\u00f3gicas e as armas qu\u00edmicas s\u00e3o os tr\u00eas tipos de armas considerados \u201carmas de destrui\u00e7\u00e3o massiva\u201d<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote8\">8<\/a> <a name=\"endnote8\"><\/a>Entre 1964 e 1975, mais de 7,5 megatoneladas de bombas e outros explosivos foram lan\u00e7ados sobre o Vietnam. Em compara\u00e7\u00e3o, durante toda a segunda guerra mundial o total de explosivos n\u00e3o excedeu 2,1 milh\u00f5es de toneladas. (in \u201cThe Vietnam War\u201d (<\/span><a href=\"http:\/\/www.livinghistoryfarm.org\/farminginthe50s\/life_08.html\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #0000ff;\">http:\/\/www.livinghistoryfarm.org\/farminginthe50s\/life_08.html<\/span><\/span><\/a><span style=\"color: #000000;\"> ) )<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote9\">9<\/a> <a name=\"endnote9\"><\/a>A OPCW recebeu o Pr\u00e9mio Nobel da Paz de 2014 <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote10\">10<\/a> <a name=\"endnote10\"><\/a>\u201cPrecursores\u201c s\u00e3o compostos qu\u00edmicos que podem ser usados na prepara\u00e7\u00e3o dos agentes t\u00f3xicos destinados \u00e0 utiliza\u00e7\u00e3o militar.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote11\">11<\/a> <a name=\"endnote11\"><\/a><\/span><a href=\"http:\/\/www.opcw.org\/news-publications\/publications\/facts-and-figures\/%23\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"color: #0000ff;\">http:\/\/www.opcw.org\/news-publications\/publications\/facts-and-figures\/#<\/span><\/span><\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote12\">12<\/a> <a name=\"endnote12\"><\/a>Leiv K. Sydnes, \u201cUpdate the Chemical Weapons Convention\u201d, Nature, 496, p.25, Abril, 4, 2013 <\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: Arial;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"#rendnote13\">13<\/a> <a name=\"endnote13\"><\/a>Idem, ibidem. Sydnes considera que, adicionalmente, seria \u00fatil criar nas universidades cursos sobre as armas qu\u00edmicas. <\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p align=\"right\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>&nbsp;&nbsp; SOBRE AS ARMAS QU\u00cdMICAS Frederico Gama Carvalho &nbsp;Passou em Janeiro de 2013, o vig\u00e9simo anivers\u00e1rio da data em que foi aberta a assinatura a Conven\u00e7\u00e3o sobre a Proibi\u00e7\u00e3o do Desenvolvimento, Produ\u00e7\u00e3o, Armazenamento e Utiliza\u00e7\u00e3o <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/2014\/03\/10\/armasquimi\/\" title=\"Sobre as Armas Qu\u00edmicas\">[Ler mais]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":2108,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32],"tags":[],"class_list":{"0":"post-2113","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-guerraepaz"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2113","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2113"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2113\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2522,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2113\/revisions\/2522"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/2108"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2113"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2113"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2113"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}