{"id":2381,"date":"2017-04-27T14:01:36","date_gmt":"2017-04-27T14:01:36","guid":{"rendered":"https:\/\/otc.pt\/wp\/2017\/04\/27\/nota-otc-rumo-da-ciencia-em-portugal\/"},"modified":"2018-10-21T09:09:40","modified_gmt":"2018-10-21T09:09:40","slug":"nota-otc-rumo-da-ciencia-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/otc.pt\/wp\/2017\/04\/27\/nota-otc-rumo-da-ciencia-em-portugal\/","title":{"rendered":"NOTA OTC-Rumo da Ci\u00eancia em Portugal"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin-bottom: 0.0001pt; line-height: normal;\"><strong><span style=\"font-size: 72pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; color: #0070c0; letter-spacing: -2.5pt;\">o<\/span><\/strong><strong><span style=\"font-size: 72pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; color: #0070c0; position: relative; top: 10pt; letter-spacing: -1pt;\">t<\/span><\/strong><strong><span style=\"font-size: 72pt; font-family: 'Times New Roman','serif'; color: #0070c0;\">c<\/span><\/strong><span style=\"font-size: 14pt; font-family: 'Arial','sans-serif'; color: #050505; position: relative; top: -8pt;\">ORGANIZAC\u00c3O DOS TRABALHADORES CIENT\u00cdFICOS<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em><span style=\"font-size: 20pt; color: #000099; letter-spacing: -0.35pt;\">A CI\u00caNCIA EM PORTUGAL NO RUMO CERTO?<\/span><\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; letter-spacing: -0.35pt;\">Sa\u00edram recentemente a p\u00fablico v\u00e1rios artigos destacando a evolu\u00e7\u00e3o &#8220;mete\u00f3rica&#8221; da ci\u00eancia em Portugal nos \u00faltimos 20 anos, particularmente a que foi produzida antes do anterior Governo de Passos Coelho. S\u00e3o apresentados os indicadores que revelam que a taxa de crescimento m\u00e9dio anual entre 2005-2015, por milh\u00e3o de habitantes, da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em Portugal indexada na Web of Science, s\u00f3 foi ultrapassada por 4 pa\u00edses, ficando inclusive \u00e0 frente de pa\u00edses como a Alemanha e a Inglaterra. Este resultado \u00e9 atribu\u00eddo, pelos autores dos artigos, \u00e0 pol\u00edtica vision\u00e1ria de Mariano Gago, grande timoneiro e respons\u00e1vel pelo sucesso no desenvolvimento da investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em Portugal e pela mudan\u00e7a do paradigma da investiga\u00e7\u00e3o. Face \u00e0quelas not\u00edcias houve quem viesse comentar que se fossem considerados outros indicadores, tais como sejam, o n\u00famero de investigadores que l\u00ea e\/ou cita as publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas produzidas em Portugal ou qual o aumento<\/span><span style=\"font-size: 14pt;\"> do n\u00famero das publica\u00e7\u00f5es portuguesas do grupo dos 1% mais citados (indicador de excel\u00eancia segundo a Comiss\u00e3o Europeia) ou ainda a utiliza\u00e7\u00e3o de outra base de contabiliza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica (por exemplo a base Scopus) ficar\u00edamos muito afastados dos primeiros classificados, atr\u00e1s por exemplo da Gr\u00e9cia ou da Let\u00f3nia.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt;\">Curiosamente os autores n\u00e3o fazem qualquer refer\u00eancia ao facto de t\u00e3o &#8220;grande sucesso&#8221; na taxa de crescimento da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica em Portugal ser em grande parte atribu\u00edvel a milhares de investigadores em regime prec\u00e1rio (bolseiros de doutoramento e p\u00f3s-doutoramento, investigadores Ci\u00eancia, etc.) integrados nas cerca de tr\u00eas centenas de Unidades de Investiga\u00e7\u00e3o (Centros, Institutos e Laborat\u00f3rios Associados) da <\/span><span style=\"font-size: 14pt; letter-spacing: -0.35pt;\">FCT.\u00a0 <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; letter-spacing: -0.35pt;\">Quaisquer que sejam os argumentos a favor do &#8220;milagre&#8221; atribu\u00eddo a Jos\u00e9 Mariano Gago ou os defendidos pelos mais c\u00e9pticos, outros investigadores e trabalhadores cient\u00edficos, e, designadamente, a Direc\u00e7\u00e3o da OTC, consideram que teria sido decisivo para a pol\u00edtica de desenvolvimento e consolida\u00e7\u00e3o da investiga\u00e7\u00e3o em Portugal ter mantido e refor\u00e7ado as estruturas de investiga\u00e7\u00e3o existentes em Portugal (por exemplo os Laborat\u00f3rios de Estado), tal como acontece nos pa\u00edses europeus e fora da Europa, cientificamente mais avan\u00e7ados (por exemplo, Alemanha, Fran\u00e7a, Estados Unidos e Canad\u00e1, entre outros) e com maior desenvolvimento econ\u00f3mico que Portugal. A manuten\u00e7\u00e3o e refor\u00e7o dessas estruturas teria sido e continua a ser decisivo para o desenvolvimento econ\u00f3mico sustentado do pa\u00eds e eventualmente menos oneroso que a sua destrui\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o, em alternativa, de algumas centenas de Unidades de Investiga\u00e7\u00e3o maioritariamente inseridas nas Universidades. O desenvolvimento cient\u00edfico, econ\u00f3mico e social do pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 traduzido, nem directa nem essencialmente, pela apresenta\u00e7\u00e3o de taxas elevadas de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, ali\u00e1s, quase exclusivamente apoiadas no esfor\u00e7o de trabalhadores cient\u00edficos a prazo, e com impacto residual no tecido social, econ\u00f3mico e empresarial do pa\u00eds, ou seja, sem uma estrat\u00e9gia que tenha em conta a situa\u00e7\u00e3o nacional real nos planos econ\u00f3mico e social. Por outras palavras: a taxa de crescimento da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica indexada a uma qualquer base \u00e9 um indicador <em>necess\u00e1rio<\/em>, mas n\u00e3o <em>suficiente<\/em> para classificar o pa\u00eds no <em>top ten<\/em> da ci\u00eancia europeia, pois a tradu\u00e7\u00e3o deste indicador no desenvolvimento real e sustentado do pa\u00eds \u00e9 diminuta e n\u00e3o coloca Portugal no grupo dos 10 pa\u00edses mais desenvolvidos da Europa. Retroceder nalgumas das pol\u00edticas adoptadas por anteriores governantes, refor\u00e7ando e promovendo a autonomia das institui\u00e7\u00f5es nacionais de investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento (em vez de as ir integrando no sistema universit\u00e1rio), associada \u00e0 revis\u00e3o da carreira de investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, e articulando os programas de actividade com as necessidades do tecido econ\u00f3mico empresarial e social do pa\u00eds, poder\u00e3o contribuir de forma decisiva para responder \u00e0s necessidades econ\u00f3micas e sociais reais do pa\u00eds, vindo, eventualmente a catapultar Portugal para o grupo dos 10 (cientificamente e n\u00e3o s\u00f3) mais desenvolvidos pa\u00edses da Europa. <\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 14pt; letter-spacing: -0.35pt;\">27 de Abril de 2017<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>otcORGANIZAC\u00c3O DOS TRABALHADORES CIENT\u00cdFICOS A CI\u00caNCIA EM PORTUGAL NO RUMO CERTO? 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