{"id":3533,"date":"2018-11-27T15:32:40","date_gmt":"2018-11-27T15:32:40","guid":{"rendered":"https:\/\/otc.pt\/wp\/?p=3533"},"modified":"2020-01-17T11:35:00","modified_gmt":"2020-01-17T11:35:00","slug":"a-proposito-da-exploracao-dos-marmores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/otc.pt\/wp\/2018\/11\/27\/a-proposito-da-exploracao-dos-marmores\/","title":{"rendered":"A prop\u00f3sito da explora\u00e7\u00e3o dos m\u00e1rmores"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3540 aligncenter\" src=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/OVGA-300x102.png\" alt=\"\" width=\"309\" height=\"105\" srcset=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/OVGA-300x102.png 300w, https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/OVGA.png 369w\" sizes=\"auto, (max-width: 309px) 100vw, 309px\" \/><span style=\"font-size: 22pt;\"><strong><span style=\"color: #0000ff;\">Texto do Professor Galopim de Carvalho [dedicado ao OVGA]<\/span><\/strong><\/span><br \/>\n<!--more--><strong><span style=\"color: #800000; font-size: 18pt;\">Not\u00edcia OVGA 26-11-2018<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A tr\u00e1gica derrocada na pedreira de Borba trouxe \u00e0 boca dos portugueses a palavra \u201cm\u00e1rmore\u201d. Ser\u00e1 que os nossos decisores pol\u00edticos, os nossos jornalistas e comentadores de servi\u00e7o e o cidad\u00e3o comum sabem o que \u00e9 o m\u00e1rmore?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aproveitemos ent\u00e3o a triste oportunidade para falar desta rocha ou desta pedra, como preferirem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muito antes de existir a ci\u00eancia que d\u00e1 pelo nome de Geologia e muito antes dos ge\u00f3logos compreenderem e descreverem o metamorfismo, a palavra latina \u201cmarmor\u201d j\u00e1 figurava entre os romanos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao tempo [obra denominada] de Agricola, o m\u00e9dico alem\u00e3o, de nome Georgius Bauer (1495-1555), que reviu as classifica\u00e7\u00f5es do romano Pl\u00ednio, o Velho, (23-79), do persa Avicena (980-1037) e do dominicano alem\u00e3o Alberto Magno (1193.1280), m\u00e1rmore, era toda a pedra suscept\u00edvel de ser usada em cantaria. Eram \u201cm\u00e1rmores\u201d o calc\u00e1rio, o alabastro, o basalto (\u201cm\u00e1rmore negro\u201d, como lhe chamou Pl\u00ednio), o arenito fino do \u201cBuntsandstein\u201d (ou Tri\u00e1sico germ\u00e2nico) e o m\u00e1rmore propriamente dito (o da pedreira de Borba, agora t\u00e3o falada).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo hoje, entre n\u00f3s e em termos comerciais, no sector das pedras ornamentais, ainda se classificam como <strong>m\u00e1rmores<\/strong> as rochas que permitem o corte e o polimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para falarmos de m\u00e1rmore temos, primeiro, de falar de calc\u00e1rio. Isto porque, na generalidade e em tra\u00e7os muito gerais, o m\u00e1rmore n\u00e3o \u00e9 mais do que calc\u00e1rio transformado (metamorfizado) por efeito de aquecimento e compress\u00e3o sofridos no interior de uma cadeia de montanhas em forma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o ge\u00f3logo, m\u00e1rmore \u00e9 uma rocha resultante do metamorfismo de um calc\u00e1rio. Para o construtor civil \u00e9 uma das muitas rochas ornamentais existentes no mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8211; E o que \u00e9 e como se forma o calc\u00e1rio? \u2013 Pergunta quem n\u00e3o sabe\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A imensa maioria dos calc\u00e1rios, como os que temos aqui no Cret\u00e1cico de Lisboa e Pero Pinheiro (o conhecido lioz), e no Jur\u00e1ssico das Serras d\u2019Aire e Candeeiros, Arr\u00e1bida e do Barrocal algarvio, \u00e9 gerado em mares muito pouco profundos das latitudes intertropicais, de \u00e1guas l\u00edmpidas e mornas, como por exemplo os das Cara\u00edbas do Golfo P\u00e9rsico e da Grande Barreira de Coral, no\u00a0nordeste australiano (Queensland). Estes mares s\u00e3o prop\u00edcios \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de corais e de uma grande variedade de invertebrados (bivalves, gastr\u00f3podes, ouri\u00e7os e estrelas do mar, crust\u00e1ceos, briozo\u00e1rios, foramin\u00edferos e outros) construtores de esqueletos de natureza calc\u00e1ria, e se certas algas, ditas coral\u00edgenas, igualmente construtoras de esqueletos de natureza calc\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na grande maioria dos casos, \u00e9 a acumula\u00e7\u00e3o dos restos esquel\u00e9ticos (inteiros, fragmentados e\/ou pulverizados) destes organismos, todos eles formados por carbonato de c\u00e1lcio (aragonite e\/ou calcite) que, depois de intensamente compactados e consolidados, d\u00e1 origem ao calc\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi assim no passado e \u00e9 o que est\u00e1 a acontecer nos dias de hoje nos citados mares quentes da Terra?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um par\u00eantesis para dizer que aragonite e calcite s\u00e3o duas formas (ou dois minerais) diferente de carbonato de c\u00e1lcio, sendo que a segunda \u00e9 mais est\u00e1vel, raz\u00e3o pela qual, com o passar do tempo, a aragonite se transforma em calcite, o mineral essencial do calc\u00e1rio, dito calc\u00edtico, e do m\u00e1rmore que, igualmente, podemos dizer calc\u00edtico. Isto porque tamb\u00e9m h\u00e1 m\u00e1rmores dolom\u00edticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para falarmos do m\u00e1rmore alentejano (grande riqueza nacional no sector da Ind\u00fastria extractiva), temos de recuar a um oceano antigo, que aqui existiu h\u00e1 mais de tr\u00eas centenas de milh\u00f5es de anos, e admitir que houve, neste local do territ\u00f3rio, mas a uma latitude mais baixa (como a dos actuais mares tropicais), um mar litoral prop\u00edcio \u00e0 prolifera\u00e7\u00e3o de organismos, bem diferentes dos actuais, mas todos eles construtores de esqueletos de natureza calc\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi durante a forma\u00e7\u00e3o da grande cadeia de montanhas (orogenia varisca ou herc\u00ednica de h\u00e1 380 a 280 milh\u00f5es de anos, no final da era paleoz\u00f3ica) que, entre outras rochas, deu origem aos xistos, grauvaques, quartzitos e granitos que formam a ossatura da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica, que nasceu este m\u00e1rmore, por transforma\u00e7\u00e3o do dito calc\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Numa descri\u00e7\u00e3o mais pormenorizada podemos dizer que o m\u00e1rmore calc\u00edtico, como o que temos em Estremoz-Borba-Vila Vi\u00e7osa, os de Viana do Alentejo ou os de Trigaches tem estrutura granobl\u00e1stica, isto \u00e9, apresenta gr\u00e3os minerais (calcite) aproximadamente todos do mesmo tamanho (equidimensionais) e sem orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menos importantes, mas contempor\u00e2neos e tendo sofrido as mesmas vicissitudes, temos, ainda, no Alentejo, os m\u00e1rmores de Sousel, Elvas, Escoural, Alvito e Ficalho. Merece, ainda, refer\u00eancia o m\u00e1rmore branco de Vimioso (esgotado), em Santo Adri\u00e3o, no Nordeste transmontano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menos comum, o m\u00e1rmore dolom\u00edtico resultou do metamorfismo de dolomitos (rochas sedimentares essencialmente formadas pelo mineral dolomite, o carbonato de c\u00e1lcio e magn\u00e9sio). Como m\u00e1rmore dolom\u00edtico merce destaque a chamada \u201cpedra casc\u00e1vel\u201d, subjacente aos m\u00e1rmores calc\u00edticos de Estremoz-Borba-Vila Vi\u00e7osa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com nomes consagrados na ind\u00fastria e no com\u00e9rcio nacionais destacam-se os m\u00e1rmores:<br \/>\n&#8211; na regi\u00e3o de Vila Vi\u00e7osa: Branco Estatu\u00e1ria, Branco Anilado, Creme Lagoa, Rosa Aurora e Rosa Venado.<br \/>\n&#8211; na regi\u00e3o de Estremoz: Branco Corrente, Branco Rosado e Creme Venado.<br \/>\n&#8211; na regi\u00e3o de Borba: Ruivina Escuro, Creme do Mouro, Rosa de Rosal e Rosa Venado:<br \/>\n&#8211; na regi\u00e3o de Escoural: Verde Escoural.<br \/>\n&#8211; na regi\u00e3o de Viana do Alentejo: Verde Viana.<br \/>\n&#8211; na regi\u00e3o de Trigaches (Beja): Cinzento Anegrado, Cinzento Claro<br \/>\n&#8211; na regi\u00e3o de Serpa: Verde Ficalho<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Notas:<br \/>\nDiz-se marmoreado ou marm\u00f3reo, o que lembra o m\u00e1rmore, na cor, no frio, na sensibilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marmorite \u00e9 um produto fabricado, destinado a pavimentos e revestimento de paredes. Consiste, geralmente, numa mistura de fragmentos de rochas diversas (m\u00e1rmore, calc\u00e1rio e outras) aglutinados por um cimento. Uma vez seco, \u00e9 serrado, polido e usado em pavimentos, \u00e0 semelhan\u00e7a das rochas ornamentais.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3534 aligncenter\" src=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Capturar-300x201.png\" alt=\"\" width=\"581\" height=\"390\" srcset=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Capturar-300x201.png 300w, https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Capturar.png 539w\" sizes=\"auto, (max-width: 581px) 100vw, 581px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A trag\u00e9dia na pedreira de Borba, que muitos anteviram, mas que ningu\u00e9m acautelou, n\u00e3o deve nem pode ser usada como arma no debate pol\u00edtico. Faz\u00ea-lo n\u00e3o \u00e9 s\u00e9rio. N\u00e3o \u00e9 s\u00e9rio nem aceit\u00e1vel porque a verdadeira culpa s\u00f3 pode ser imput\u00e1vel a todos os que, ao longo do tempo, tiveram ali e no governo central responsabilidades como decisores.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Podemos ainda dizer convictamente que parte dessa culpa e de muitas outras est\u00e1 no nosso grande e triste atraso civilizacional, todos os dias demonstrado, onde o compadrio, a corrup\u00e7\u00e3o, a iliteracia generalizada da popula\u00e7\u00e3o, o baix\u00edssimo n\u00edvel do sistema educativo, a imprepara\u00e7\u00e3o da maioria dos pol\u00edticos e a inoper\u00e2ncia do sistema judicial s\u00e3o a regra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como escreveu ontem, Pacheco Pereira, no P\u00fablico \u201cEst\u00e1 toda a gente indignada com o \u201cfalhan\u00e7o do Estado\u201d no caso da estrada que ruiu matando pelo menos cinco pessoas. E devem estar n\u00e3o tanto pelo \u201cfalhan\u00e7o do Estado\u201d, porque, para al\u00e9m de ser um falhan\u00e7o, o falhan\u00e7o \u00e9 a regra. A excep\u00e7\u00e3o \u00e9 as coisas funcionarem bem \u2013 ou seja, dito \u00e0 bruta e sem rodriguinhos, Portugal \u00e9 um dos pa\u00edses mais atrasados da Europa\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na realidade, somos um povo que, \u201ccom excep\u00e7\u00e3o dos seus imediatos interesses, n\u00e3o quer saber muito disto \u00e9 at\u00e9 colabora participando na pequena corrup\u00e7\u00e3o, na fuga aos impostos, nos pequenos truques quotidianos com o ambiente, a qualidade dos alimentos, as obras na casa, etc., etc. S\u00f3 se preocupa com a p\u00e1tria pelo futebol e de resto manifesta uma indiferen\u00e7a c\u00edvica total&#8221;. (Pacheco Pereira).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em repeti\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 aqui escrevi, a prop\u00f3sito da crise dos professores, a nossa classe pol\u00edtica, no seu todo, a quem os Militares de Abril, h\u00e1 44 anos, generosa, honradamente e de \u201cm\u00e3o beijada\u201d entregaram os nossos destinos, mais interessada nas lutas pelo poder, esqueceu-se completamente de facultar aos cidad\u00e3os cultura civilizacional. Entre os sectores da vida nacional que nada beneficiaram com esta abertura \u00e0 democracia est\u00e1 a educa\u00e7\u00e3o e a justi\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais de quatro d\u00e9cadas, de liberdade em democracia, completamente desperdi\u00e7adas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Este triste acontecimento leva-me a trazer ao presente uma reflex\u00e3o que conheci estar na mente de um dos meus antecessores e mestres, o professor Carlos Romariz Monteiro, reflex\u00e3o que subscrevo e que tem a ver com a absoluta necessidade de<strong> incluir um ge\u00f3logo ao servi\u00e7o das C\u00e2maras Municipais<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se, por lei, os nossos munic\u00edpios fossem obrigados a ter, pelo menos, um ge\u00f3logo nos seus quadros de pessoal, arranjava-se emprego a mais de trezentos profissionais. Profissionais que procuram no estrangeiro um lugar onde possam desenvolver uma actividade cient\u00edfica e\/ou econ\u00f3mica de grande qualidade, pois, de grande qualidade \u00e9 a sua prepara\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acontece, por\u00e9m, que a cultura geol\u00f3gica da imensa maioria dos nossos pol\u00edticos, dos Presidentes da Rep\u00fablica aos das Juntas de Freguesia mais esquecidas, passando por Primeiros Ministros, Ministros, Deputados e Presidentes de C\u00e2maras, \u00e9 praticamente nula, ou seja, permita-se-me o exagero, zero!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Restringindo-me agora especificamente, \u00e0 generalidade dos nossos autarcas municipais, quase todos homens e mulheres acomodados aos aparelhos partid\u00e1rios, sabemos que n\u00e3o dispensam, e bem, o trabalho de juristas e economistas. Muitos t\u00eam, e bem, arquitectos e arquitectos paisagistas, ao servi\u00e7o da autarquia, pois s\u00e3o eles que sabem de urbanismo e dos sempre necess\u00e1rios jardins e outros espa\u00e7os verdes. V\u00e3o conhecendo, e bem, o valor da Arqueologia, porque os respectivos profissionais souberam afirmar-se como detentores de um importante saber que rende. Mas desconhecem, e mal, a import\u00e2ncia da geologia, mostrando uma desoladora insensibilidade para os problemas ligados a esta disciplina cient\u00edfica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Planos Municipais de Ordenamento do Territ\u00f3rio, em toda a diversidade dos conhecimentos que exigem, sismicidade e risco s\u00edsmico local e regional, vulcanismo e suas manifesta\u00e7\u00f5es secund\u00e1rias (nos A\u00e7ores), constru\u00e7\u00e3o civil, sempre problem\u00e1tica em vertentes inst\u00e1veis e em leitos de cheia, rodovias\u00a0municipais, pontes e pequenas barragens, capta\u00e7\u00e3o de \u00e1guas subterr\u00e2neas, aterros sanit\u00e1rios e lixeiras, pedreiras, minas, escombreiras associadas e contamina\u00e7\u00e3o de solos e de aqu\u00edferos s\u00e3o alguns dos problemas que s\u00f3 a geologia sabe resolver com compet\u00eancia fi\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como remate desta reflex\u00e3o, repito o que, h\u00e1 d\u00e9cadas, ando a dizer: \u00abo nosso sistema educativo nunca deu e continua a n\u00e3o dar a devida import\u00e2ncia ao ensino da Geologia\u00bb. Rapazes e raparigas marcados pela consequente imprepara\u00e7\u00e3o, s\u00e3o hoje homens e mulheres desconhecedores das suas reais import\u00e2ncia e beleza.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Ant\u00f3nio Galopim de Carvalho<br \/>\nLisboa, 25 de Novembro de 2018<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mapa militar de Borba<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_3537\" aria-describedby=\"caption-attachment-3537\" style=\"width: 520px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3537\" src=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Mapa-300x232.png\" alt=\"\" width=\"520\" height=\"402\" srcset=\"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Mapa-300x232.png 300w, https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-content\/uploads\/2018\/11\/Mapa.png 755w\" sizes=\"auto, (max-width: 520px) 100vw, 520px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3537\" class=\"wp-caption-text\">Cr\u00e9ditos: www.igeoe.pt<\/figcaption><\/figure>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Nota:<\/strong><br \/>\nO OVGA agradece ao seu querido e sempre relembrado Mestre a amabilidade da remessa desta opini\u00e3o, \u00fatil para todos e uma das fun\u00e7\u00f5es do Observat\u00f3rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">_______________________________________________<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 13pt;\"><strong><span lang=\"PT\" style=\"margin: 0px; font-family: 'Calibri',sans-serif;\">Nota OTC: O presente artigo foi-nos enviado pelo nosso prezado amigo e cons\u00f3cio Prof. Doutor Victor-Hugo Forjaz a quem manifestamos o nosso agradecimento<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p>Texto do Professor Galopim de Carvalho [dedicado ao OVGA]<\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":3538,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,100,11,27],"tags":[138,57],"class_list":{"0":"post-3533","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias-diversas","8":"category-o-homem-na-terra","9":"category-temas-dos-nossos-dias","10":"category-news","11":"tag-noticias","12":"tag-portugues"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3533","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3533"}],"version-history":[{"count":12,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3533\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3549,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3533\/revisions\/3549"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media\/3538"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/otc.pt\/wp\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}