MESA-REDONDA/DEBATE
“A AI2: da sua criação e do que promete. Uma análise crítica”
24 de Junho de 2026 | 16:00
Anfiteatro Prof. Adérito Sedas Nunes, ICS-UL
Participação livre, presencial ou por videoconferência, via Google Meet.
A participação por videoconferência requer inscrição. Envie-nos um email para receber o Link (contacto@otc.pt)
DATA: 24 de Junho de 2026 | 16:00 às 18:30
LOCAL: Anfiteatro Professor Adérito Sedas Nunes, ICS-Instituto de Ciências Sociais, ULisboa.
Av. Prof. Aníbal Bettencourt 9, 1600-189 Lisboa
Como chegar: https://maps.app.goo.gl/TyXm8cZkzCJZENds5
___________________________________________________
CONTEXTO
No último dia do mês de Julho de 2025, é tornada pública a Resolução do Conselho de Ministros que redesenha a estrutura do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, considerada pelo respectivo Ministro como “anacrónica, inadequada” e “não (…) ajustada aos desafios da sociedade”. Aponta-se aí para a extinção da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), cujas competências deverão transitar para uma “Agência para a Investigação e Inovação” (AI2), que acumulará também as da então Agência Nacional de Inovação.
A FCT desaparecia, 30 anos depois da sua criação. Reconheciam-se-lhe defeitos, é certo, e a necessidade de os corrigir. Entretanto, a decisão de extinguir a Fundação, aparentemente arbitrária, na ausência da natural consulta a quaisquer órgãos representativos da comunidade científica, e, em particular, o novo enquadramento das suas funções, levantaram sérias preocupações e suscitaram críticas no seio daquela comunidade. Preocupações e críticas que se vêem reflectidas em numerosas tomadas de posição tornadas públicas nos meses que se seguiram, por membros conceituados da comunidade científica nacional, docentes e investigadores de carreira, alguns com responsabilidades de gestão de instituições de Ensino Superior e Investigação, mas também de representantes da vasta comunidade de trabalhadores científicos remetidos para a condição de precários.
A oposição à medida declina-se em sete grandes eixos argumentativos: o défice democrático do processo, a subordinação quase exclusiva da ciência à economia, a ausência de suporte técnico, riscos de paralisia burocrática, perda de autonomia, incerteza orçamental e precarização dos recursos humanos.
Em 24 de Dezembro é publicado em Diário da República o Decreto-Lei n.º 132/2025 que cria a AI2 como Empresa Pública Empresarial. Num assomo de inusitada precisão, o capital estatutário da nova Empresa é fixado em cinco milhões cento e setenta e seis mil trezentos e setenta e seis euros e… 50 cêntimos.
Segue-se, em fins de Fevereiro último, a apresentação pública de uma “metodologia para a definição dos domínios estratégicos e para a alocação orçamental da Agência para a Investigação e Inovação (AI2)” e divulgado um extenso documento intitulado “Metodologia de avaliação estratégica para a definição das prioridades nacionais de investigação e inovação no âmbito da criação da AI2”.
É criada uma Equipa de Avaliação Estratégica” que promove, durante o mês de Março, a auscultação de diversas entidades interessadas no que se considera ser “os grandes desafios que se colocam à organização e actividade da AI2, e em particular ao seu investimento em I&I no próximo futuro, bem como quais as prioridades que devem ser atendidas para ir de encontro à visão estabelecida naquela avaliação estratégica”.
Aponta-se para a apresentação de um “Relatório Final” em Outubro do corrente ano, e o fecho do processo em Dezembro com uma “Conferência Final” em Lisboa.
Este é o quadro apresentado à comunidade científica e ao País no qual se entende tratar e orientar o futuro do que se vê designar como “Ecossistema Científico, Tecnológico e de Inovação Nacional”. O tema e a forma como vier a ser abordado são de crucial importância para o futuro do País, nos planos social, económico e cultural. Entendemos por isso justificar-se promover e participar no necessário debate dos caminhos a seguir nesta matéria. A Mesa-Redonda que se propõe pretende ser um passo nesse sentido.
APOIO, ACOLHIMENTO E PARTICIPAÇÃO:
ICS- Instituto de Ciências Sociais, ULisboa
OTC-Organização dos Trabalhadores Científicos
ABJC-Associação Bento de Jesus Caraça
ABIC-Associação dos Bolseiros de Investigação Científicas
Oradores
Mourad Bezzeghoud, Geofísico, Professor Emérito da Universidade de Évora, Membro da Direcção da OTC
Paulo Granjo, Investigador, Doutor em Antropologia Social, Membro do Conselho Científico, Instituto de Ciências Sociais, Universidade de Lisboa
Luís Monteiro, Mestre em Museologia pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto e doutorando na mesma área
Daniel Matias, Mestre em Química pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorando em Física pela mesma Escola, Vice-presidente da ABIC
João Caraça, Doutor em Física Nuclear, Membro da Academia das Ciências de Lisboa, Presidente do Conselho Geral da ABJC
Moderação:
Ana Maria Silva, professora associada aposentada da Universidade de Évora, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da OTC.
O evento vai ser gravado!
Programa: Brevemente
_______________________________________________
MESA-REDONDA: “A AI2: da sua criação e do que promete. Uma análise crítica”
A participação por videconferência requer inscrição. Envie-nos um email para receber o Link (contacto@otc.pt)
DATA: 24 de Junho de 2026 | 16:00 às 18:30
LOCAL: Anfiteatro Professor Adérito Sedas Nunes, ICS-Instituto de Ciências Sociais, ULisboa.
Av. Prof. Aníbal Bettencourt 9, 1600-189 Lisboa
Como chegar: https://maps.app.goo.gl/TyXm8cZkzCJZENds5
__________________________________________________________________________
PROGRAMA COMPLETO
Brevemente